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Quarta-Feira, 10 de Janeiro de 2018, 09h:05
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Artigos / WILSON FUÁH

Quem escolher para governar o país?

WILSON FUÁH

 

O Brasil será passado a limpo com a eleição deste ano, o povo promoverá uma revolução sem armas, será a ditadura da vontade do povo manifestada através do voto, fazendo valer a vontade da maioria da população, e o resultado elegerá aquele que o povo escolher para transformar o país para de todos os brasileiros e não só para a classe política.

 

Infelizmente, diante de tantas corrupções e tantos desmandos, o resultado poderá até eleger um ditador, e este, depois que assumir o poder, poderá até acabar com a possibilidade de novas eleições.

 

O país passa por inúmeras investigações promovidas pelo MPF e a PF, mostrando para o povo a real situação do mundo político. Hoje temos um presidente que se mantém no poder através de pagamentos de emendas parlamentares seletivas, usando dinheiro público para comprar indiretamente deputados e senadores, são verdadeiras as ações do "beija mão" ou "molha mão", caracterizadas com o "entra e sai" no Palácio do Jaburu, e que, ao fim, anulam o poder do Legislativo, pois o Congresso está sendo comprado e os políticos se vendem para manter o governo central no poder, à custa do dinheiro público, em que o Legislativo deixa de exercer o poder de investigar e ainda corta a possibilidade do MPF de apresentar as provas ao STF.

 

Depois da redemocratização do país, o povo elegeu e viu a "esquerda" promover todo tipo de roubalheira de que se tem notícia neste país varonil, mas com o impeachment, o Congresso destituiu o PT do poder, que saiu pelas portas do fundo e colocou no poder um vice que não teve nenhum voto diretamente, que não tem compromisso com o povo, e por isso, tem a maior rejeição de que se tem notícia na história do país. Foi colocado no poder central alguém que representa o "centro", mas a corrupção continuou, e agora descaradamente, com "acertos" dentro do Palácio Jaburu, "gravado" e comprovado. Diante dessa vergonha administrativa, a eleição deste ano pode trazer surpresas, pois sobrou a "direita militarizada", que pode voltar ao poder através do voto, principalmente pelo panorama atual de crise e corrupção, o povo votará com raiva, com nojo e com a possibilidade de corrigir os desmandos do país, e com o seu voto fará mais uma tentativa legal de poder acertar ou errar.

 

Diante do desgoverno e infindáveis corrupções, o eleitor poderá eleger a "direita militarizada", que ficará no poder por quatro anos, mas vamos torcer para que não se mude o regime no país, substituindo a democracia por uma ditadura, pois esse regime usa da violência para permanecer no poder e não garante o fim da corrupção, mas poderá acabar com a liberdade de expressão.

 

A repressão é o instrumento violento que as ditaduras sempre usam contra aqueles que pensam diferentemente das suas ações, implantando o regime de exceção, no qual não se aceita o contrário, e propagam prosperidades ilusórias, em troca de não se poder expressar, à custa da quebra de liberdade.

 

A censura é uma prisão sem grade, pois ao tirar o poder do povo de se expressar, que é a pior das prisões, proíbe e reprime o povo no seu mais verdadeiro sentimento de manifestar a verdade, enfim, a repressão é o mesmo que nos privar dos nossos movimentos, paralisa as ações livres do povo. A liberdade de expressão é a forma que podemos usar para demonstrar nossas particularidades de satisfação e insatisfação, tendo a liberdade de expor as diferenças contra e a favor de um regime ditatorial, e nesse regime de exceção se promovem julgamentos e condenam arbitrariamente, sem o direito do contraditório e, em alguns casos, além de tirar a voz, tira a vida. Nas ditaduras todos que são contra são culpados, principalmente aqueles que têm a capacidade criadora na ciência, na literatura e nas artes, e que fazem parte da onda criativa, e são transformados em inimigos do poder, considerados pelos sensores como perigosos e culpados.

 

Mas, culpados de quê?

 

No mundo invisível das ditaduras, todos aqueles que são criativos e comunicativos e que não fazem parte dos chamados "normaloides" são perigosos e subversivos, e por isso devem ser reprimidos e presos, mas, pelo contrário, se os "anormaloides" não se expressarem e extravasarem o seu poder criativo e talentoso, o mundo não evolui, pois nunca superará o convencional.

 

Wilson Carlos Fuáh é especialista em Recursos Humanos e Relações Sociais e Políticas.

E-mail: wilsonfua@gmail.com

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