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Quarta-Feira, 14 de Fevereiro de 2018, 13h:39
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Cidade / CAMPANHA DA FRATERNIDADE

Arcebispo pede que católicos ajudem a mudar a cultura da violência

Campanha da Fraternidade marca encerramento do 32ºVinde e Vede em Cuiabá durante missa de encerramento.
DA REDAÇÃO/ASSESSORIA

 

Missa

 

“Infelizmente a violência está arraigada na cultura de nossa sociedade. É preciso acabar com todo tipo de comportamento que gere a violência, seja a discriminação, estigmas sociais, preconceitos ou mesmo atos violentos. É preciso cultivar um modo de agir cordial, respeitoso com o próximo, não utilizando expressões verbais que ofendam ou denigram nosso irmão. Precisamos trilhar um caminho para superar a violência presente em nosso dia-a-dia”, declarou o Arcebispo Dom Milton Santos, durante a missa de encerramento do 32º Vinde e Vede e lançamento da Campanha da Fraternidade 2018, na noite desta terça-feira, 13 de fevereiro.

 

De acordo com Dom Milton a Campanha da Fraternidade que tem como tema “Fraternidade e superação da violência” e o lema “Vós sois todos irmãos”, não busca apenas identificar as causas da violência, mas principalmente combate-las. “Vamos cobrar dos governos a elaboração de políticas públicas contra a violência, vamos mostrar aos nossos fiéis como a violência chega em cada indivíduo e se instala em nossas famílias e sociedade. A violência não é a solução para os problemas, para resolver conflitos precisamos buscar as causas dessa violência. Para a partir de então mudarmos nossa forma de agir e assim reduzir os índices de violência que são alarmantes”, alertou Dom Milton.

 

O Arcebispo também detalhou à plateia que “diariamente somos bombardeados por notícias violentas e atos que deveriam escandalizar a sociedade como a violência contra mulheres, estrangeiros, pobres, tráfego de drogas e outros, que acabam se tornando banais e dessa forma a sociedade se torna míope para enxergar essa violência. Diante dessas informações vamos mobilizar os católicos no combate a todo tipo de violência e à promoção de uma cultura de paz”, completou.

 

A Campanha da Fraternidade é nacional e organizada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) desde 1960. É realizada entre os dias 14 de fevereiro e 25 de Março, período litúrgico da Quaresma. Segundo uma das organizadoras da Campanha em Mato Grosso, Eliana Balieiro, para os católicos, “esse é o momento de intensificar a prática do jejum, da oração e de olhar para os problemas do próximo como recomendou o Papa Francisco na mensagem: ‘Se vos aflige, como a nós, a difusão da iniquidade no mundo, se vos preocupa o gelo que paralisa os corações e a ação, se vedes esmorecer o sentido da humanidade comum, uni-vos a nós para invocar juntos a Deus, jejuar juntos e, juntamente conosco, dar o que puderdes para ajudar os irmãos” disse a organizadora, lembrando as palavras do Papa.

 

Os quatro dias da 32º Edição do Vinde e Vede reuniu mais de 133 mil fiéis católicos no Memorial João Paulo II, em Cuiabá. O encerramento do evento foi marcado por muita emoção durante a Santa Missa, presidida pelo Arcebispo Dom Milton Santos.

 

Campanha da Fraternidade e Quaresma - A partir desta quarta-feira de cinzas, 14 de fevereiro, a Igreja Católica no Brasil celebra o início da Quaresma, o período de 40 dias que antecede a Páscoa. E em todas as paróquias brasileiras será levada a Campanha da Fraternidade como uma reflexão sobre o panorama de violência em todo mundo e em especial no nosso país.

 

Atlas da Violência 2017, lançado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostrou que houve um aumento de 48 mil homicídios em 2007 para quase 60 mil em 2015.

 

A Campanha ocorre simultaneamente ao período de Quaresma, que tem duração de quarenta dias e vai do fim do Carnaval até a Semana Santa. Para os católicos, este é o período de preparação espiritual para a Páscoa. As cinzas impostas nas testas dos fiéis durante a missa de quarta-feira de cinzas são dos ramos abençoados no Domingo da Paixão do ano anterior, seguindo um costume do século XII. As cinzas simbolizam a condição fraca do homem que caminha para a morte.

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