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Quinta-Feira, 16 de Julho de 2015, 09h:23
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Economia / MERCADO-FINANCEIRO

Com crise grega, Bolsa brasileira recua e interrompe sequência de três altas

"O fator que pesou bastante no desempenho do índice no dia foi o preço do petróleo no exterior", afirmou Vilares
Folhapress
Blosa de valores

 

O principal índice da Bolsa brasileira fechou esta quarta-feira (15) em queda, com investidores refletindo a situação fiscal no Brasil e dúvidas sobre a aprovação do acordo grego pelo parlamento do país. 


O Ibovespa perdeu 0,63%, para 52.902 pontos. A visita da agência de classificação de risco Moody's ao Brasil, iniciada nesta quarta (15), acrescentou aversão a risco, segundo analistas. 


O analista Marco Aurélio Barbosa, da CM Capital Markets, disse que boa parte no mercado acredita que o rebaixamento da nota brasileira em um degrau pela Moody's, para Baa3, é inevitável diante das dificuldades do ajuste fiscal, enquanto a fraca atividade econômica e a inflação elevada apontam para uma piora da relação entre dívida e PIB (Produto Interno Bruto). 


Barbosa acredita que o mercado pode reagir mal se a agência, além de cortar o rating, mantiver a perspectiva negativa. "Essa possibilidade ainda não está devidamente precificada", disse em nota a clientes. 

 

economia

 

Lauro Vilares, analista da Guide Investimentos, afirmou que a queda da Bolsa brasileira nesta quarta-feira refletiu "um movimento de realização de lucros" -quando investidores vendem ações compradas por um preço menor que o atual para embolsar a diferença- após três altas consecutivas do Ibovespa. 


"O fator que pesou bastante no desempenho do índice no dia foi o preço do petróleo no exterior. O acordo nuclear de grandes potencias mundiais com o Irã repercutiu no mercado na véspera e, em partes, nessa sessão. Com isso, o preço da commodity caiu, afetando as ações de petroleiras", afirmou Vilares. 


Os papéis preferenciais da Petrobras, mais negociados e sem direito a voto, perderam 1,67%, para R$ 11,80 cada um. Já os ordinários, com direito a voto, cederam 2,44%, para R$ 13,18. 


Dentro do esperado, a presidente do Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos), Janet Yellen, disse que as condições econômicas "provavelmente" justificarão elevação de juro ainda este ano naquele país. 


Um aumento é ruim para os mercados emergentes, uma vez que o aperto monetário pode deixar o rendimento dos títulos do Tesouro dos EUA, que são remunerados por essa taxa e considerados de baixíssimo risco, mais atraentes que aplicações em países como o Brasil. 


Assim como a Petrobras, a Vale também pressionou o Ibovespa negativamente. Após ter começado o dia no azul, a ação preferencial da mineradora mudou de tendência e fechou em queda de 2,42%, para R$ 14,50. A ordinária recuou 3,98%, para R$ 17,11. 


A preocupação em relação à recente instabilidade no preço do minério de ferro no mercado internacional tem pesado negativamente sobre as ações da Vale, o que deixou em segundo plano nesta quarta-feira a notícia positiva de que a economia da China cresceu 7% no segundo trimestre deste ano, frente ao mesmo período de 2014, acima dos 6,8% esperados pelo mercado. A China é o principal destino das exportações da mineradora brasileira. 


Em sentido oposto, as ações do setor siderúrgico subiram, após terem registrado queda na véspera. A Gerdau avançou 1,07%, a R$ 6,59, e a ação preferencial da Usiminas teve valorização de 0,70%, a R$ 4,30. 


Itaú Unibanco e Bradesco caíram 1,73% e 0,72%, respectivamente. São as duas ações com maior representatividade dentro do Ibovespa. 


O BTG Pactual publicou prévia dos balanços desses bancos no segundo trimestre, esperando resultados fortes para ambos, mas avaliando que Itaú irá apresentar desempenho pior do que o Bradesco de forma marginal em termos de qualidade de crédito. "No geral, esperamos que o resultado de Bradesco tenha um pouco mais de espaço para surpresa positiva", disse o banco em nota a clientes. 


DÓLAR 

 

Dólar

 

No câmbio, o dólar chegou a subir até R$ 3,166 ante o real durante o dia, refletindo as declarações da presidente do Fed sobre a taxa de juros nos EUA, mas perdeu força no início da tarde. 


O dólar à vista, referência no mercado financeiro, teve valorização de 0,69%, para R$ 3,144 na venda. Já o dólar comercial, usado no comércio exterior, caiu 0,15%, a R$ 3,135. 


Nesta segunda-feira (13), o BC deu continuidade à rolagem dos swaps cambiais que vencem em agosto -operação que equivale a uma venda futura de dólares para estender o prazo de contratos. A oferta de 6 mil papéis foi integralmente vendida, por US$ 292,5 milhões. Nos primeiros leilões deste mês, haviam sido ofertados até 7,1 mil swaps. 


Mantendo a oferta de até 6 mil contratos por dia até o penúltimo dia útil do mês, o BC rolará o equivalente a US$ 6,396 bilhões ao todo, ou cerca de 60% do lote total. Se continuasse com as ofertas anteriores, a rolagem seria de 70%, como a do mês anterior. 

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